Glossário

A

ALIMENTO

Energia material ou sutil de que o ser precisa para a manutenção da vida em seus corpos nos vários níveis de existência. Nos planos concretos desta civilização, restrita às leis materiais e onde prevalece a desigualdade, muitos têm menos que o básico para uma vida digna; porém, nos planos sutis, cada ser recebe o alimento conforme sua necessidade e abertura. Por isso, a conexão da consciência com os mundos internos guarda possibilidades indescritíveis de manifestação e de abundância, que na vida física podem refletir-se como suprimento do verdadeiramente necessário. A medida que se une com esses mundos, o ser vai obtendo conhecimento da energia Ono-Zone, vai passando da escassez à co-piosidade e toma-se, por fim, criador e materializador de idéias e formas evolutivas. Ono-Zone concede-lhe esse poder. A abundância — que não é excesso, mas sim o justo para a realização do propósito da evolução — é alcançada pela entrega abnegada de si ao próprio eu superior e pelo serviço conforme o Plano Evolutivo. Quanto ao alimento físico, não se restringe às suas partículas materiais; se preparado com espírito de oferta, toma-se veículo de harmonização e cura dos que o ingerem. Essa atitude desprovida de interesses egoístas faz com que se processe uma química sutil, e o alimento adquire propriedades incalculáveis. É a energia imaterial, presente gerir todas as coisas, que na verdade nutre e sustenta, pois, como afirmou Cristo, “não só de pão vive o homem”. Referência para leitura: DO IRREAL AO REAL, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ALMA

Núcleo do homem, intermediário entre a vida do espírito e a vida externa. A medida que evolui, revela ao eu consciente a vontade espiritual, o amor-sabedoria e a inteligência ativa — aspectos divinos cujas energias irradia na proporção que as dinamiza em si mesma . A alma tem um envoltório, um corpo, composto de material sutilíssimo. No homem comum, é o núcleo liberto de ilusões grosseiras que se encontra mais próximo à vida concreta; de certo modo, é a parcela da sua consciência global que reencarna em corpos materiais para evoluir. Em determinadas conjunturas, contudo, pode desenvolver-se no período em que não está encarnada. Assim, embora até hoje nesta humanidade as encarnações tenham sido o meio mais eficaz de aprendizagem, isso está sendo transformado devido à sua maior interação com os grupos internos e destes com as Escolas Internas . A existência essencial da alma até esta etapa transcorreu no nível mental abstrato . É a partir dos seus impulsos que o processo encarnatório é possível; daí ser também conhecida como núcleo causal e o nível em que se encontra ser denominado nível causal.
A alma tem como meta básica servir em conformidade com a lei evolutiva; incumbe-se da integração da personalidade na corrente evolutiva superior e traz ao indivíduo as condições necessárias para que se reconheça como parte de um todo maior, e se incorpore no grupo interno a que pertence. E composta de um elemento ígneo, solar. Quando desperta e ciente de sua verdadeira meta — a união com a mônada —, a alma vem à Terra para desenvolver trabalhos grupais em consonância com energias cósmicas que lhe são transmitidas por núcleos mais internos e por Hierarquias . Enquanto encarnada no estado de um ser humano comum, ao penetrar na esfera de existência material perde a memória de sua origem cósmica. Porém, à medida que se desenvolve e fortalece sua ligação com a mônada, vai fazendo com que essa ligação se reflita também em sua expressão no mundo formal.
A etapa evolutiva correspondente à livre expressão da alma já deveria ter sido atingida pela média da humanidade terrestre. Entretanto, poucos foram os que permitiram a esse núcleo assumir a condução de seus passos. Menor ainda é o percentual dos que manifestam a consciência monádica. Tal quadro está passando por mudanças profundas, e no ciclo vindouro a humanidade e o planeta estarão em patamares vibratórios mais elevados. Como preparo para essa nova etapa, a alma traslada-se gradativamente do nível mental abstrato para o intuitivo.
Quando consegue controlar o ego humano e absorvê-lo em si mesma, processo que demanda uma série de encarnações e culmina na Terceira Iniciação, a alma ascende a um nível superior. Então, prepara-se nova mudança de polarização da consciência. A primeira mudança foi do ego para a alma. Esta segunda será da alma para o corpo de luz. Referência para leitura: HORA DE CRESCER INTERIORMENTE (O mito de Hércules hoje), O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA e CONFINS DO UNIVERSO (Novas revelações sobre ciência oculta), do mesmo autor, Editora Pensamento.

ALTAR

Aos que contatam planos de pura vibração espiritual é dado conhecer a essência do fogo transformador, da energia de liberação que, como um vórtice centrífugo, remove de sua consciência tudo o que não tem afinidade com o caminho que começam a vislumbrar. É esse campo de vibração espiritual o altar onde a sagrada cerimônia de reencontro com a verdade interior se realiza. Referência para leitura: HORA DE CURAR (A Existência Oculta), do mesmo autor, Editora Pensamento.

ANJO

Seu campo de ação é basicamente os planos espirituais; é ainda misteriosa para a humanidade da superfície da Terra, embora esteja próxima dela. Os seres que fazem parte dessa Hierarquia não têm corpos físicos e, portanto, só podem ser contatados nos níveis de consciência subjetivos. A Hierarquia angélica constitui setor de outra, a Hierarquia dévica. Entre suas tarefas está a de estimular a evolução do ser humano no plano espiritual, transmutar cargas psíquicas do mental e do emocional e conduzir vibrações harmonizadoras até o plano etérico do planeta. Há membros dessa Hierarquia — simbolicamente denominados “anjos das nações” — que focalizam e distribuem a energia superior para nações inteiras. O ser humano estabelece ligação com a energia angélica e a ajuda a fluir com liberdade sobre o mundo quando se concentra em realidades internas, isentas de conflito. Rudolf Steiner (Alemanha, 1861 — 1925) abordou esse tema de maneira inspirada, com base em percepções colhidas nos arquivos akáshicos.
De diferentes modos, no decorrer da evolução da humanidade, a Hierarquia angélica fez-se notar. Todavia, quando o relato dos contatos e relacionamento com ela não é feito por Iniciados , ocorrem deturpações, mesmo involuntárias, devido a interferências de concepções humanas nesse impulso que, por si só, é supra-humano. Contudo, a irradiação e o intenso trabalho harmonizador da Hierarquia angélica são potentes, dinâmicos e não se detêm com os enganos do homem nem com o caos que nos níveis materiais hoje se amplia. Num ciclo futuro a humanidade como um todo transcenderá o plano mental-emocional e contatará realmente os membros dessa Hierarquia, seres puros, de sabedoria e luz. A atual angelo-logia é, do ponto de vista espiritual, mera especulação. Referência para leitura: O RESSURGIMENTO DE FÁTIMA (Lis) e O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA, de Trigueirinho, Editora Pensamento.

APOCALIPSE

Embora este termo venha sendo aplicado estritamente para designar o desfecho da atual civilização humana, ele tem sentido amplo: provém de apokalypsis (do idioma grego), que significa revelação. A revelação autêntica advém de planos abstratos, descondicionados da lógica e libertos das leis do espaço-tempo; por isso é supérfluo buscar correlações precisas entre ela e a realidade concreta. Deve ser vista e compreendida como impulso à superação da etapa em que a consciência humana se encontra. É a base do trabalho dos profetas de todos os tempos, trabalho que traz o etemo-presente à manifestação. Referência para leitura: A NAVE DE NOÉ e A HORA DO RESGATE, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ARCANJO

Há seres evoluídos, muitos dos quais oriundos de universos imateriais ou de mundos incorpóreos, que, para servir, focalizaram sua consciência e energia no trabalho de recuperação deste planeta. Nos tempos passados, tais seres, de grande poder e amor, recebiam a denominação de arcanjos, termo cujo sentido literal é os mais sublimes mensageiros.

Os seres alados que, empunhando espadas, sobem e descem imensas escadarias do céu, como mostravam as antigas obras artísticas, teologias e escrituras, foram apresentados ao homem da maneira que melhor pudessem ser compreendidos e acolhidos. Essa roupagem, parte da cultura humana, foi substituída pela presença concreta de espaçonaves que têm o poder de percorrer, em poucos momentos, vários anos-luz de distância, guiadas por essas consciências excelsas. Como na Antigüidade, também hoje tais seres defendem e preservam a Terra de forças destrutivas. Usando linguagem adequada para esta época e para os novos estados mentais e intuitivos que já se anunciam na humanidade, transmitem o ensinamento em forma de leis espirituais, que o ser humano pode apreender e cumprir.

A Grande Fraternidade — rede de consciências unificadas pela lei do amor, que atua em prol da evolução dos universos — foi sempre a mesma; agora, porém, não há necessidade de o homem vê-la distante de si. Os que optaram pela vida interior devem estar prontos para conhecer a verdade sobre seus irmãos do cosmos e, na medida em que sua consciência se amplia, elementos decorativos, emocionais e lendários já não são requeridos. Referência para leitura: SINAIS DE CONTATO, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ARQUÉTIPO

Núcleo de energia de síntese, criado pela mente universal para atuar como polarizador da manifestação de estruturas e padrões que conduzam a existência à meta última a ela reservada. Cada forma no mundo tangível está ligada a um arquétipo, e sua trajetória evolutiva nada mais é que a aproximação aos padrões emanados desse arquétipo. Os corpos do ser humano são plasmados segundo parâmetros arquetípicos, transmitidos por Hierarquias construtoras em âmbito sideral. Essas Hierarquias imprimem na matriz cósmica as linhas básicas desses corpos, ou seja, o padrão que lhes corresponde. O arquétipo de um corpo emite a nota que serve de suporte para a criação da estrutura corporal a ele vinculada. É uma idéia divina, a partir da qual essa estrutura é tecida. Determina, nos níveis subjetivos, as características que o corpo deve exprimir; dita, também, qual será a sua esfera de ação e a meta que se propõe alcançar a cada ciclo evolutivo. Um arquétipo é a síntese da perfeição a ser expressa pela vida manifestada; mantém-se preservado em planos profundos e inacessíveis à mentalidade humana comum. Os padrões por ele emitidos são interligados e entrelaçam-se de maneira tal que se produzam as condições mais favoráveis para o progresso da vida. Para melhor compreender o processo de manifestação dos padrões arquetípicos, podemos usar como analogia uma projeção de slides. O arquétipo seria representado pelo próprio slide; a luz que o atravessa e o projeta na tela seria a energia do Raio cósmico que expressa as formas e os campos de forças em determinado ciclo (vide RAIOS). A tela que recebe a imagem corresponderia ao plano de consciência no qual o arquétipo se está manifestando. Se imaginarmos várias telas colocadas sucessivamente, podendo a imagem de uma delas projetar-se na seguinte, teríamos representada a expressão dos arquétipos nos sucessivos planos de consciência. Entretanto, na realidade, cada slide é um holograma, cada uma de suas frações, por mais infinitesimal que seja, contém a imagem completa, indivisa. Além disso, em cada tela a imagem projetada mescla-se com outras imagens (de outros arquétipos) e recebe outras luzes (de outros Raios). Há, entre os arquétipos, diferenças na amplitude do campo que abarcam. Um arquétipo solar, por exemplo, é uma estrutura energética que guarda os padrões de perfeição a serem manifestados no âmbito de um sistema solar. O caminho evolutivo implica a aproximação gradativa da forma manifestada ao arquétipo que a inspirou. Referência para leitura: O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA, NOVOS ORÁCULOS e CONFINS DO UNIVERSO (Novas revelações sobre ciência oculta), do mesmo autor, Editora Pensamento.

ÁRVORE DA VIDA

Uma árvore pode representar, no mundo interno do homem, o poder superior que permite a perpetuação da existência. Na tradição de muitos povos existem árvores sagradas, e algumas delas tomaram-se símbolos mundiais, como, por exemplo, a figueira, que foi venerada no Oriente e no Ocidente, por budistas e cristãos. A Árvore da Vida não é propriamente uma planta, mas um símbolo genérico da capacidade de a vida desenvolver-se harmoniosamente e produzir flores e frutos a partir dos elementos materiais que o planeta oferece. Esse é um conseguimento que a humanidade em geral ainda alcançará, e por isso esse símbolo permanece atual e estimula uma realização a ser consumada.

ASTRO

Termo genérico normalmente empregado para designar corpos celestes visíveis a olho nu ou por meio de recursos materiais. Há, todavia, corpos celestes não detectáveis pelos aparelhos astronômicos ou pelos sentidos físicos, pois sua existência transcorre em níveis sutis; esses astros podem ser contactados, por meio de uma percepção interna e abstrata, por pessoas despertas nesses níveis. Afirma-se que aparelhos astronômicos terrestres estão todos sob o controle de leis imateriais, assim como a Natureza está sob o controle da Supranatureza. Só registram o que é permitido e, por isso, o resultado das pesquisas de que são instrumentos é sempre relativo. Há também dados sobre os corpos celestes visíveis que a ciência ainda desconhece ou não revela. A Lua, por exemplo, hoje não é astro comum, mas base-laboratório . Em nível etérico-físico, foi retirado todo o material de seu bojo, e só sua crosta externa permaneceu. Referência para leitura: SINAIS DE CONTATO, A QUINTA RAÇA e UM NOVO IMPULSO ASTROLÓGICO, do mesmo autor, Editora Pensamento

ASTROLOGIA

Uma das ciências sagradas da Antiguidade. Como as demais, será reencontrada pelo homem no ciclo terrestre vindouro, com roupagens adequadas à época. As sementes dessas transformações já estão sendo plantadas no éter planetário por Hierarquias que trabalham coligadas com elevadas entidades cuja morada é o plano cósmico. AS bases da nova Astrologia começam a delinear-se sob a inspiração dos Espelhos dos Cosmos, pois não se pode separar o estudo das inter-relações e das influências dos corpos celestes (visíveis e invisíveis) do fluxo de energias que tem como suporte o trabalho dos Espelhos. A relação do homem com as energias cósmicas será por ele descoberta em planos anímicos e espirituais. A essência dessa ciência, familiar aos antigos sábios, principalmente caldeus, estará incorporada à essência da Astronomia e de outras; como uma só linha de aproximação à realidade, trará à humanidade o conhecimento dos arquétipos estelares e do propósito subjacente à Criação. Não mais focalizando os homens, mas o cosmos, a Astrologia revelará o que se deve manifestar em cada ciclo e os ajudará a reconhecer suas tarefas dentro do Plano Evolutivo. Essa importante ciência tornou-se arremedo do que foi para os antigos sábios. Deturpada, vem sendo praticada de modo vulgar, por ter-se o homem distanciado da fonte reveladora de realidades mais amplas e por prender-se ao âmbito psicológico. Um passo significativo no desenvolvimento dessa ciência será a expansão do seu campo de estudo a outras constelações, além das zodiacais. Esse passo poderá ser dado quando o homem polarizar-se no nível monádico. Segundo H. P. Blavatsky, recebia-se a denominação de astrólogo quando se alcançava um dos mais elevados graus nas Escolas de Mistérios do Egito , e os curadores autênticos de então tinham essa ciência como um dos seus principais instrumentos de trabalho. No entanto, a sabedoria prevalece sobre os descaminhos dos homens, e a atual decadência da Astrologia é, para alguns, razão para buscarem com maior diligência a verdade. Referência para leitura: HISTÓRIA ESCRITA NOS ESPELHOS (Princípios de comunicação cósmica) e UM NOVO IMPULSO ASTROLÓGICO, de Trigueirinho, Editora Pensamento.

AURA

Âmbito de irradiação da energia de determinado núcleo, que pode ser um indivíduo, um grupo, um centro espiritual, uma espaçonave, uma civilização, um planeta ou algo mais amplo. Constitui-se principalmente da projeção da vitalidade etérica, astral e mental; porém, pode englobar vibrações mais sutis, de origem espiritual ou divina, a depender da conjuntura atuante. Quando purificada e sintonizada com energias superiores, a irradiação áurica torna-se poderoso instrumento de serviço. Serve de exemplo o trecho do Novo Testamento onde se diz que, ao passar Pedro, sua sombra curava. Na aura dos seres e do planeta, imperceptível para a maioria, está sediada grande parte dos mecanismos que permitem a subsistência da vida material. Agressões a esse âmbito sutil podem resultar em desequilíbrios e enfermidades. Portanto, é preciso que o ser humano e os grupos dediquem maior atenção à qualidade das vibrações que produzem e com as quais se relacionam, pois disso depende a harmonia dos processos energéticos da esfera sutil da vida. Referência para leitura: CAMINHOS PARA A CURA INTERIOR, HORA DE CURAR (A Existência Oculta) e A FORMAÇÃO DE CURADORES, do mesmo autor, Editora Pensamento.

B

BODHISATIVA

Segundo a tradição oriental, bodhisattva significa aquele que atingiu o estado de consciência pleno de sabedoria. E o grau de ascensão que antecede o nível de buda (vide BUDA), sendo este último a realização máxima que a evolução terrestre pode oferecer. Portanto, bodhisattva não é um ser, mas um estado de consciência. Por outro lado, esse nome tem sido dado ao Cristo ou Instrutor do Mundo (vide CRISTO), núcleo espiritual polarizador da energia crística em âmbito planetário, que tem a seu encargo o despertar da consciência nos diversos reinos e a coligação de cada integrante desses reinos com o seu regente. Na etapa atual, no que diz respeito ao reino humano — reino cujos integrantes são au-toconscientes —, esse trabalho visa basicamente ao despertar monádico e sua coligação com o Regente-Avatar. Referência para leitura: A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento

BUDA

Grau evolutivo avançado, no qual a consciência se liberta das ilusões inerentes ao mundo das formas, dos sentidos e do pensamento, e comunga da essencialidade da vida cósmica. O termo buda (buddha, em sânscrito) significa “o iluminado”; não se restringe à denominação de um ser, embora o príncipe de Kapilavas-tu (século VI a.C.) tenha sido chamado Buda, Gautama Buda ou Buda Sidharta, por ter atingido esse elevado estado espiritual. Há consciências que, embora tenham alcançado o mais alto nível de perfeição na evolução humana atual, permanecem em níveis supramentais velando pelo desenvolvimento da humanidade; tais consciências são denominadas Budas de Compaixão. A Hierarquia espiritual da Terra contém em sua estrutura um grupo de budas que assiste diretamente o regente do planeta em suas diversas tarefas evolutivas. Referência para leitura: A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento

C

CARMA

Conjunto de efeitos positivos, negativos ou neutros gerados por uma partícula ao interagir com o universo que a rodeia. Há carma em diferentes âmbitos: na interação do ser com a vida planetária, é resultado da lei da ação e reação (também denominada lei do carma material); na interação do ser com a vida do sistema solar, é parte da lei evolutiva superior; na interação do ser com a vida cósmica, é expressão da lei do equilíbrio. Toda ação fundamentada em energias do plano físico-etérico, do emocional ou do mental produz uma reação que retorna a quem a gerou; chamam-se débitos cármicos os efeitos negativos, e créditos cármicos, os efeitos positivos assim produzidos; quando a ação nesses planos é desencadeada por energias superiores tem, do ponto de vista do carma, valor neutro. Em linguagem bíblica, essa lei é descrita na frase: “O homem colhe o que semeia”. É a partir do carma básico, preexistente ao nascimento físico, que o ser humano vai construindo a trama da própria vida. O ser humano está sempre criando carma e transformando-o segundo suas atitudes, desejos e aspirações. O trabalho de equilibrar o carma é, por conseguinte, algo a ser feito durante toda a sua vida sobre a Terra; para isso, o carma básico deve ser, em princípio, aceito — só depois dessa aceitação é possível transformá-lo inteligentemente. Costuma-se empregar a palavra destino para traduzir o termo carma, que provém do sânscrito (karma); contudo, esse não é seu significado real. O carma resulta dos mecanismos de estímulo-resposta, de açâo-reação, e portanto também da interação do homem com impulsos emanados de fontes imateriais. De um ponto de vista estrito, apenas deixa de existir quando a consciência se une à Fonte única de vida, quando já não há separação entre transmissor e receptor, nem diferença entre Criador e criatura. Referência para leitura: A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento.

CÉLULA

Unidade estrutural básica dos organismos. No sentido figurado o termo pode ser aplicado a diferentes âmbitos; pode-se dizer, por exemplo, que um ser humano é uma célula da humanidade, ou que um planeta é uma célula da galáxia. Do mesmo modo que o homem e o planeta têm em seu centro a luz – expressão da energia criadora – e devem contatá-la e irradiá-la , as células do corpo físico abrigam em seu interior a luz e, a certo ponto da sua evolução, precisam deixá-la expandir-se. Cada célula física é por sua vez, um verdadeiro organismo, um todo coeso, e, assim como o homem vai ao encontro de seu mundo interno, ela se dirige à consciência-luz. Quando desperto, de diferentes maneiras o homem aspira a unir-se à divindade. A célula que despertou também aspira a essa união É um movimento ascendente, fruto da atração que a energia da alma exerce sobre os átomos o que se dá por intermédio do átomo-síntese do corpo físico Nesse processo, aos poucos cada célula vai-se transformando num vórtice energético ardentemente voltado para o Alto e, como decorrência, a aura individual e planetária vai sendo sutilizada Já houve seres evoluídos, como a Mãe, que desempenharam a tarefa de liberar a luz das células físicas a fim de preparar novas etapas da evolução humana. Referência para leitura: HORA DE CURAR (A Existência Oculta), A FORMAÇÃO DE CURADORES e A CURA DA HUMANIDADE, de Trigueirinho, Editora Pensamento.

CHACRAS

Centros de força e consciência ativos no corpo etérico do homem da superfície, quando este se encontra sob a lei do carma material e sob a lei do livre-arbítrio. AO transcendê-las, passa a ser regido pela lei evolutiva em seus aspectos superiores, e esses centros não mais o condicionam. Os chacras correspondem ao ciclo planetário anterior, que foi expressão da polaridade masculina do planeta. O circuito energético por eles constituído cumpriu sua parte no processo de desenvolvimento do homem. Compunha-se de três centros superiores (por meio dos quais o anjo solar — ou alma — se exprimia), um centro de ligação (o plexo solar), e três centros inferiores, que poderiam ter manifestado elevados padrões vibratórios, não fosse o envolvimento do ser com forças involutivas. A chamada ciência dos centros, que estimulava a elevação da energia e o despertar dos chacras por meio de exercícios e métodos artificiais, ainda condiciona a muitos. Com a formação da mente na presente Raça, a energia passa a ascender naturalmente, à medida que a consciência se expande. Por isso, exceto em condições especiais, instrutores autênticos e inspirados do presente puseram mais ênfase no aprimoramento do caráter que na concentração direta sobre os chacras. Contudo, contrariando suas indicações, muitos aspirantes, ao adotar técnicas ultrapassadas, desequilibraram-se ou se perderam pela ambição. O homem lúcido de hoje colabora nas transformações em seus corpos e em sua consciência, mas deixa que sejam conduzidas por sua mônada e pelas Hierarquias . Tendo renunciado ao livre-arbítrio, isso é feito por meio dos centros energéticos do consciente direito, e não mais dos chacras. Referência para leitura: AURORA — Essência Cósmica Curadora, SEGREDOS DESVELADOS (Iberah e Anu Tea), NOVOS ORÁCULOS e BASES DO MUNDO ARDENTE (Indicações para contato com os mundos suprafísicos), do mesmo autor, Editora Pensamento.

CLARIVIDÊNCIA

Capacidade de perceber realidades dos planos internos; os que a possuem podem, se polarizados em níveis superiores ao mental, compreender e decodificar corretamente suas impressões. A clarividência diferencia-se da simples vidência, que se restringe à captação de lampejos de fatos sutis, sem nitidez acerca do que representam. A capacidade de vidência existe não só entre os homens, mas também entre os animais. Clarividência significa, literalmente, qualidade de quem vê com clareza. O despertar de potenciais latentes, como a visão e a audição internas, pode dar-se com naturalidade nos que descobrem a vida interior, pois essa descoberta aproxima-os de estados de consciência mais sutis. Ademais, pela percepção interna é possível saber quais são os pontos de interligação com o mundo imaterial plasmados nos níveis etéricos de certas áreas da superfície terrestre, o que poderá ser fundamental em fases mais agudas da crise planetária. Para a clarividência constituir-se instrumento de energias superiores, deve ser precedida pela decisão do indivíduo de assumir por inteiro a própria tarefa no Plano Evolutivo . São muitas as modalidades de contato com as esferas sutis; porém, pouco vale um indivíduo possuir um mecanismo preparado para estabelecê-lo, se não o entrega à condução interior. Nada oriundo dos planos materiais pode trazer à consciência a revelação do que os transcende; tampouco o desejo ou a intenção de servir e de ser bom são suficientes para tomar um homem colaborador das Hierarquias — é preciso cumprir leis internas  e deixar a Graça atuar Referência para leitura: NISKALKAT (Uma mensagem para os tempos de emergência), do mesmo autor, Editora Pensamento.

COMPAIXÃO

Qualidade essencial para o ser humano atuar como prolongamento de energias espirituais e divinas. Surge da união da vontade interna com o amor universal e possibilita ao indivíduo nada buscar para si e dedicar-se por inteiro à superação dos obstáculos à fluência da Vida. A compaixão é expressão do Segundo Aspecto divino, ou energia do amor-sabedoria , e amplia-se à medida que o relacionamento com o fogo solar se aprofunda. Quando o indivíduo é imbuído da essência da compaixão, passa a conhecer os semelhantes interiormente, a saber como de fato ajudá-los segundo leis espirituais. Tendo transcendido os limites do ego, encontra em si a fonte de sabedoria e se oferta para iluminar os passos dos demais. Referência para leitura: O RESSURGIMENTO DE FÁTIMA (Lis) e A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento

CONHECIMENTO

Informações têm pouco valor se não se vive o que se sabe ser correto. O conhecimento genuíno fundamenta-se na vivência das leis da evolução. É colhido ao longo da senda iniciática . Como um nível de consciência abarca os inferiores, esse conhecimento transcende o nível intelectual, mas inclui todos os detalhes da vida externa por ele gerenciados. O conhecimento não se restringe ao que é lógico e explicável . Como disse São João da Cruz (Espanha, 1542—1591), “… é um entender não entendendo, toda a ciência transcendendo”. Segundo uma das leis regentes desse estado, quando não mais existir aquele que indaga, as respostas surgirão, pois a verdade se revela aos que se entregam a ela. Referência para leitura: A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), de Trigueirinho, Editora Pensamento.

CONSCIÊNCIA

A consciência não existe por si mesma, é fruto da interação de duas polaridades: o poder da energia criadora e a receptividade da matriz universal. É chamada de Filho, em linguagem mística. Seu surgimento pode ser comparado com o salto de uma centelha quando a tensão elétrica entre dois pólos atinge determinado grau. Para manifestar-se, a consciência projeta-se de plano em plano, de Espelho em Espelho, numa sucessão de imagens, até encapsular-se na idéia do eu — imagem-instrumento que utiliza para revelar-se . NO decorrer desse processo, o que para a consciência era no início instrumento de aprendizado, transforma-se em prisão e terá de ser destruído por ela, tão logo desperte para realidades maiores. Feita à semelhança do Criador, a consciência tem em seu centro o cosmos inteiro. Enquanto os dois pólos (o impulso criador ou vontade divina e a matriz universal ou atividade dos Espelhos) estiverem eletri-zados, essa centelha existirá. Por isso se diz, simbolicamente, que o cosmos é sustentado pela Vontade Suprema e, se por um instante essa Vontade se retirasse, todos os universos deixariam de existir. A consciência está presente tanto no substrato da manifestação quanto no sopro de vida que a anima. É o caminho e o caminhante; está dentro e fora de todas as coisas; mostra-se múltipla, sem todavia perder a integridade. Sua totalidade é ainda desconhecida pelo homem terrestre, mas a ele é facultado penetrá-la. O sentido de individualidade originado na mônada, projetado no espelho da alma e refletido no ego humano é o fundamento de todas as suas ilusões.

A consciência não é o corpo nem a energia por ele expressa; é uma realidade essencial, indestrutível, que pode polarizar-se em níveis mais densos ou mais sutis, a depender do que a atrai. Essa atração determina o corpo que atuará como seu principal veículo de manifestação. Os corpos são passíveis de ser destruídos, dissipados ou fundidos; já a consciência pode elevar-se ou decair, mas sua integridade interna jamais é tocada. A consciência passa por vários reinos até chegar ao humano — transição para levá-la mais próximo à Fonte. Após integrar-se ao reino humano, ao longo de sua evolução a consciência eleva-se de nível em nível, deixa aqueles onde a separatividade do ego prevalece e ingressa nos de vida anímica, grupal, e depois em outros mais sutis, até alcançar o monádico e o divino. Em fases sucessivas, atinge o estado de Avatar e toma então caminhos cósmicos mais abrangentes . Mesmo enquanto percorre o arco descendente da evolução, ou seja, ao se projetar em planos cada vez mais densos, a consciência encontra-se, em sentido bastante amplo, a caminho da Origem. Tal processo é análogo ao de um raio de luz que, partindo do Sol, continua a ele ligado; reflete-se em miríades de formas e, enriquecido com novas cores e matizes, é pelo Sol reabsorvido como vibração. A interação da consciência do homem com fogos imateriais ativa nele faculdades latentes . Essas faculdades regularão no futuro o relacionamento da humanidade com o universo e podem ser hoje despertadas em certo grau. Como se expressam por leis supranatu-rais, não necessitam esperar para revelarem-se.
À consciência não cabem denominações. Tem suas raízes onde classificações não existem, onde a unidade absoluta prevalece. Referência para leitura: HISTÓRIA ESCRITA NOS ESPELHOS (Princípios de comunicação cósmica), O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA, A CURA DA HUMANIDADE e NOVOS ORÁCULOS, do mesmo autor, Editora Pensamento

CRIAÇÃO

Para cumprir a parcela do Plano Evolutivo que lhe cabe, um Logos manifesta seu universo . Um dos meios de que se vale para isso é aglutinar as partículas que o constituirão. Nas fases iniciais desse processo de criação, pode ocorrer de o Logos não “encarnar totalmente em seus veículos”. Nesse caso, mesmo tendo emitido o impulso criador, a princípio sua ligação com o universo será tênue; ele ainda estará contemplando espaços interiores sem voltar-se para a sua criação, que nessa fase se vai desenvolvendo segundo as leis regedoras da própria matéria. Quando então o Logos se dirige ao seu universo, permeia gradativamente cada um dos níveis que o compõem  e para isso tem de prover condições, tais como a fundação de uma Hierarquia com a cooperação de outros Logos e em sintoma com os Conselhos. Há também um processo de criação em que partículas de vida reúnem-se no espaço cósmico formando um aglomerado. A certa altura chegam a constituir uma consciência global, que assim será reconhecida quando responder ao propósito evolutivo, ou seja, quando um Logos passar a conduzi-la, o que faz em conjunção com Logos maiores, regentes do âmbito em que o aglomerado se formou. Esse mecanismo de criação requer maior desenvolvimento das consciências elementais dos níveis de existência do aglomerado, as quais se vão refinando em sua tentativa de plasmar um universo (vide ELEMENTAIS); é a subconsciência buscando elevar-se à consciência. Todavia, as possibilidades de os elementais por si mesmos irem ao encontro do propósito evolutivo são limitadas e, assim, há o momento em que se faz necessária a intervenção das energias que guardam as chaves da Vida. É nessa fase que um Logos previamente designado assume a regência do aglomerado e nele introduz a chama vivificadora da vontade suprema. Aos poucos permeia aquele mundo em formação. Fará uma síntese de tudo o que nele até então transcorreu, começará a imprimir em seus estratos determinada nota e a prepará-lo para a fase seguinte, que poderá ser até mesmo regida por outro Logos. A diferença entre esse processo de criação e o descrito antes está no ponto de partida, que se reflete nos ciclos subseqüentes. Ressalta-se ainda que no primeiro — em que o Logos atua como o criador do universo desde a fase primordial — nem sempre ocorre o “devaneio logóico” mencionado. Há universos comandados pelo Logos desde o início, conduzidos passo a passo. Citamos aqui apenas alguns aspectos dos processos de criação, mas infinitas são as possibilidades de manifestação da Vida e também infinitos os ângulos pelos quais podem ser estudadas. Referência para leitura: A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia) e CONFINS DO UNIVERSO (Novas revelações sobre ciência oculta), do mesmo autor, Editora Pensamento.

CRIADOR

Fonte da qual emanam os universos. Sua energia habita o âmago de todas as criaturas, dando-lhes alento. Tudo está dentro dela e por seu impulso vem à existência. Uma parcela do poder de criação que dela emana é dada ao homem no transcurso da senda iniciática, depois de várias provas vencidas. A consciência desvela então o mistério do som; percebe estar encerrado nele esse poder de criar, de transmitir a eletricidade interna, o Verbo, ao mundo manifestado. Por meio do som constroem-se, destroem-se, agregam-se, dissipam-se, unem-se, apartam-se e plasmam-se as formas. É também ele que as eletrifica com a força de vida. Segundo a Lei, esse poder não deve ser buscado diretamente, e o trabalho do discípulo ou do Iniciado com ele é em geral inconsciente. Como fruto do desenvolvimento interior, da purificação, da entrega ao eu supremo e da confirmação de votos internos , O indivíduo adquire-o em proporção cada vez maior. Esse poder amplia-se com o fluir da energia da alma na sua consciência externa e, mais tarde, da mônada ou de uma Hierarquia. O homem recebe o dom de criar ao identificar-se com a própria Fonte de Vida. Pode, então, deixar de ser apenas projeção dessa Fonte no mundo tangível e unir-se a ela. A partir daí, o que a Fonte interior criar será fruto dele mesmo, pois entre os dois não mais haverá distinção. Referência para leitura: HISTÓRIA ESCRITA NOS ESPELHOS (Princípios de comunicação cósmica) e A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento.

CRISTO

O termo em grego significa ungido; do ponto de vista da evolução cósmica, refere-se à consciência que exprime a essência das leis universais. A vida crística é a aplicação e a vivência corretas dessas leis . Na atual civilização, esse nome tomou conotações sectárias e ideológicas distantes da sua acepção genuína. Cristo é o nome dado também a uma Entidade de alta evolução que, por intermédio de Jesus, exprimiu a energia do Segundo Raio Cósmico de modo singular na face da Terra. Mas, com maior freqüência, o termo refere-se à energia em si, e não a essa Entidade que a manifestou. Como consciência, representa a realização divina que um dia a humanidade inteira vai atingir. Como Avatar, revelou-se por intermédio de vários instrutores que no decorrer das épocas vieram ao plano físico para conduzir o homem na senda espiritual . Cristo é energia cósmica de unificação, e não um indivíduo; está em todos e exprime-se com liberdade nos que prenunciam etapas futuras de aperfeiçoamento do gênero humano. É a síntese da vibração do centro do sistema solar, o sol espiritual, vibração de natureza atrativa que contribui para reconduzir à Origem o universo criado. Todos os que personificam essa energia imaterial e sublime podem ser denominados Cristo. A expressão autêntica da energia crística, o amor-sabedoria, nos níveis concretos do planeta, significa um avanço do cosmos inteiro. Contudo, inúmeros dos seus aspectos são ainda desconhecidos da humanidade da superfície da Terra; isso se deve em parte a que poucos indivíduos se relacionam com ela de modo impessoal. Neste sistema solar, a energia crística sintetiza as demais, está presente em todo o seu âmbito e é a via de realização dos seres; porém, há que ser despertada, dinamizada e irradiada. Quanto mais o ser humano se aproxima do próprio núcleo interno, mais penetra nessa energia e mais é por ela utilizado como canal de expressão. A energia crística não é, portanto, exclusividade de seitas ou religiões e tampouco pode ser explicada. Para conhecê-la, o homem tem de trilhar a senda da entrega ao eu supremo e deixar-se permear por sua essência de amor. A verdadeira transformação da consciência é consumada por essa energia — tudo o que o indivíduo tem de fazer é não colocar empecilhos à sua atuação e, pelo contrário, facilitá-la com o cultivo do despojamento e do desapego, pois ela opera no sentido de libertá-lo das ilusões do mundo formal: é o caminho, a verdade e a vida. A energia crística auxilia-o a transcender o ego e leva-o a estados mais amplos. O espírito crístico é sintético; é a qualidade da consciência da Hierarquia planetária e a nota que a coloca em sintonia com o propósito solar. Como decorrência da manifestação dessa energia de um modo bastante avançado e aperfeiçoado há dois mil anos, por um ser encarnado, a estrutura planetária mudou fundamentalmente. As possibilidades de contatos internos, a evolução da alma e o despertar monádico expandiram-se na Raça humana da superfície terrestre depois dessa irradiação nos planos concretos. E, desde que se compreenda a cura como o estabelecimento, na forma, da vibração correspondente à idéia que lhe deu origem (seja essa forma os corpos de um homem, uma célula ou um átomo material), a energia crística pode ser considerada curativa, pois é intermediária entre o padrão arquetípico e o mundo exterior . Quando Cristo se manifestou em Jesus, ele o fez não só naquele ser mas também com grande potência, embora em menor grau, nos Apóstolos. Estes chegaram a realizar curas e a expurgar forças involutivas da aura de seus semelhantes, mesmo enquanto Jesus estava encarnado. A energia crística determina a tonalidade da vibração deste sistema solar e de todos os corpos que dele fazem parte, sem se limitar, entretanto, a esse âmbito. O fato de esta galáxia ser qualificada pelo Segundo Raio Cósmico é uma das razões pelas quais lhe foi possível abrigar uma conjuntura planetária desequilibrada como a da Terra. Duas consciências distintas prestaram serviço por meio dos veículos de Jesus: o seu próprio ser, elo entre a humanidade e a Hierarquia planetária, e a entidade-Cristo, elo entre a Hierarquia planetária e a solar. Por essa interação abriu-se a possibilidade de consciências atuarem diretamente nos planos materiais sem passar pelo nascimento físico, utilizando-se para isso dos veículos de um ser encarnado. Nesses casos, não é necessário tampouco a transmutação monádica : a consciência expressa-se apenas pelo período necessário ao trabalho evolutivo que lhe cabe nos planos materiais. Tal processo, todavia, em nada se assemelha ao das incorporações de seres humanos terrestres desencarnados em pessoas sensitivas; a sublime interação de Cristo e Jesus guarda as chaves da união do homem com a essência da vida, por ele denominada Pai, e é referência para a sua realização hoje. Essa interação não foi de todo desvelada, exceto nos planos internos, a certos Iniciados. Agora porém, com os impulsos trazidos pela transição planetária e com a consumação da fase começada há vinte séculos, muitos véus rompem-se e a aproximação da humanidade à Hierarquia pode efetivar-se de maneira inédita na história da Terra . Quando Cristo encarnou utilizando os corpos de Jesus, propiciou-o uma conjuntura não apenas planetária e solar, mas também cósmica: nos níveis internos, Sirius, Sol, Vênus e Terra se alinharam. O início de nova fase tornou-se possível para o planeta. Cristo representava a ligação do Sol e da Fraternidade de Sirius com a Terra, e Jesus a ligação da Terra com o Sol, por intermédio de Vênus ; na unificação da consciência de Cristo e Jesus, e no serviço por eles prestado ao permear a matéria terrestre, o circuito energético Terra—Vênus—Sol—Sirius pôde ser consolidado. As energias que fluíram nessa conjuntura especial estavam imbuídas das emanações cósmicas de Sirius. Grande foi a potência dessa manifestação crística, preparada durante épocas pelas Hierarquias e por manifestações anteriores. Segundo Rudolf Steiner, Vishva Karman era o nome de Cristo para os antigos Rishis da índia, e Ahura Mazdao era o nome de Cristo para Zoroas-tro. Referência para leitura: O MISTÉRIO DA CRUZ NA ATUAL TRANSIÇÃO PLANETÁRIA, CONFINS DO UNIVERSO (/Vovós revelações sobre ciência oculta) e CONTATOS COM UM MONAS-TÉRIO INTRATERRENO, de Trigueirinho, Editora Pensamento.

CURA

No homem, pode ser definida como o estado de harmonia que surge da integração da vontade individual na vontade espiritual e cósmica, presente no interior do seu ser. É a transformação da matéria segundo o seu padrão arquetípico. A cura funde a consciência humana na anímica e permite ao indivíduo acolher a vida do espírito . Por isso traça o seu caminho de volta à Origem (vide LEI DO RETORNO), libera-o da regência das leis materiais e leva-o a ingressar em mundos elevados, desconhecidos da mente racional . Para a cura efetuar-se, é preciso fé e intenção de transformar-se, pois ela não depende exclusivamente de agentes materiais. A cura do corpo físico-etérico, do emocional ou do mental, quando verdadeira, decorre da cura interior.
Ao iniciar seu mergulho na matéria, nos primórdios da evolução, a alma, ainda adormecida, absorve na periferia do seu campo magnético uma série de elementos característicos dos níveis densos nos quais se está projetando . Ao longo das encarnações, esses elementos tomam-se recalcitrantes, rígidos, e restringem a passagem da luz interior. A dissolução desse material que se lhe agregou é a cura básica que uma alma necessita. Tal processo está diretamente ligado ao exercício do desapego e ao contato com a energia da repulsão proveniente da mônada . Só com certa cristalinidade magnética, ou seja, apenas depois de o corpo causal (corpo da alma) ter-se isentado em determinado grau das impurezas que o circundavam, a alma pode atuar livremente como intermediária da energia da mônada, sem maiores vínculos com os níveis materiais. As enfermidades somente deixarão de existir quando os níveis concretos do planeta atingirem grau de sutilização compatível com o do elemento-luz do interior dos átomos . Muitas vezes, uma enfermidade nada mais é que expurgo de elementos grosseiros para um novo equilíbrio instalar-se. Quando um indivíduo se desliga de limites formais e mergulha na própria essência é que passa a viver em cura e a saber que ela é o ajuste da matéria à realidade interna, a um padrão de perfeição divino. A cura aproxima a criatura da face sagrada que lhe corresponde, é expressão d’Aquilo que anima o cosmos. Manifesta-se como ciência, como arte, como filosofia e como religiosidade. Nasce do silêncio, no indivíduo que, tendo-se esvaziado, se volta então para o Alto e se deixa preencher. Referência para leitura CAMINHOS PARA A CURA INTERIOR, AURORA — Essência Cósmica Curadora, HORA DE CURAR (A Existência Oculta) e A FORMAÇÃO DE CURADORES, do mesmo autor, Editora Pensamento.

D

DEUS

— Termo de ampla acepção, exprime realidades de diferentes níveis de consciência, a depender do grau de compreensão de quem o emprega e de quem o escuta. De modo geral, denomina o que de mais elevado se possa conceber. Em estados evolutivos iniciais, é tido como um ser pessoal, externo; em fases mais adiantadas, é reconhecido como essência im-palpável e buscado no mundo interno. Esse conceito vai-se ampliando até tornar-se experiência vivida: a realidade imanente ao indivíduo e ao cosmos inteiro. Enquanto o homem percorre a trajetória evolutiva, em geral chama de Deus os núcleos de consciência que estão além daquele a que tem acesso. Quando fala do seu encontro com Deus, portanto, pode referir-se ao contato com patamares que transcendem os que até então atingiu. Desse modo, se estiver polarizado na alma, a palavra Deus pode significar a mônada; se estiver polarizado na mônada, pode significar o Regente-Avatar, e assim por diante, pois há sempre um núcleo mais profundo a reger sua evolução.
A mente racional e analítica opera com elementos que conhece e para os quais elaborou chaves de identificação e codificação. O homem perceberá que o novo não se origina no plano mental, mas que deve achar ali abertura para projetar-se. Cultivando essa abertura, sua consciência acerca-se de realidades abstratas, que irão ampliá-la e torná-la mais receptiva à Verdade, fonte tanto da energia propulsora e criativa, quanto da energia receptiva e transformadora em todos os níveis da existência. Referência para leitura: SEGREDOS DESVELADOS (Iberah e Anu Tea) e A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento.

DEVA

Os devas seguem linha evolutiva paralela à humana e têm como uma de suas principais tarefas a manipulação das substâncias. Mantêm estreita ligação com as forças da Natureza e têm condições para isso, pois estão isentos da influência de impulsos retrógrados. Segundo os desígnios das energias criadoras, constroem e destroem imagens, formas e estruturas, plasmam os moldes etéricos — base do que existe no mundo manifestado — e os preenchem; permitem, desse modo, que padrões arquetípicos se exteriorizem. São essencialmente espíritos construtores e transformadores dos níveis de consciência, podendo, para isso, destruir estruturas ultrapassadas. Não dispõem de corpos físicos densos, e os níveis etéricos são para eles as fronteiras de contato com a vida concreta. Os devas constroem o que é visível, o que constitui a imagem de um conjunto energético. São consciências magnânimas, e só com pureza o homem pode contatá-las. Trabalham com a energia de símbolos e arquétipos; não têm mente como a humanidade a conhece e, portanto, seu processo criativo não se baseia em seqüências de pensamentos e raciocínios. Tampouco se submetem ao conceito de tempo: vivem por inteiro no eterno presente, nele percebem e desempenham suas tarefas; sua consciência tem a mesma dinâmica do impulso que recebem do Alto, e por isso são sempre atualizados. Quando um indivíduo desempenha certas tarefas do Plano Evolutivo, é imprescindível que estabeleça ligações internas corretas com o reino dévico.
Os devas compõem uma Hierarquia potente, com grande diversidade de escalões. O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse reino: desde um pequeno ente construtor de moldes éterico-físicos, até grandes arcanjos, que sustentam a vida manifestada de galáxias inteiras. No Ocidente, em geral chama-se de anjo à maioria desses seres; todavia, os anjos são apenas um setor do reino dévico. Os devas vivem basicamente nos níveis etéricos cósmicos; porém, assumem ampla gama de tarefas, mesmo nos níveis concretos. Dada essa proximidade, esse tema aviva a imaginação de certo tipo de pessoas e, devido a isso, são em geral publicadas e difundidas informações dúbias e sem bases reais a respeito dos devas, o que apenas retarda a efetivação do relacionamento correto dos homens com eles. A Hierarquia dévica não foi atingida pela desordem externa que nesta época domina a superfície da Terra. Os devas participam da transformação do planeta, hoje prioritária, e para a realização dessa tarefa podem canalizar energias de polaridade positiva, negativa ou neutra. Trabalham na dissolução da atual conjuntura terrestre e no surgimento de uma nova, mais sutil. Sua evolução é isenta do livre-arbítrio e do envolvimento com forças involutivas; são mensageiros, artífices, transformadores, construtores e destruidores da manifestação da vida em todos os planos de consciência. O universo manifestado não existiria como tal se não houvesse o trabalho dos devas em conjunto com a Hierarquia Espelhos. Esta recebe os padrões arquetípicos que determinam as formas a serem criadas, decodifica-os e transmite-os para outras Hierarquias espirituais e dévicas. Sem o molde construído pelos devas, nenhum aspecto da vida poderia exteriorizar-se; sem o trabalho desses seres, não haveria evolução das formas, pois a eles cabe manifestá-las em todos os planos, conforme as diretrizes permanentemente atualizadas pelos Espelhos. Na verdade, sem o trabalho dévico, nem mesmo chegariam os padrões arquetípicos aos Espelhos, pois são os devas que tecem os fios de comunicação, as faixas vibratórias por onde a mensagem é transmitida.
Por serem os construtores das ligações energéticas, os devas são tidos como guardiães. É que a polarização do ser humano em níveis elevados de consciência o leva a contatar o trabalho dos devas nas suas expressões puras e isso lhe possibilita viver sem os desvios pelos quais a humanidade em geral envereda. Assim, ele poderá sentir-se protegido, pois estará afastado dos obstáculos á evolução, que na etapa atual se concentram nos níveis materiais densos. A interação do reino humano com os devas é uma necessidade para o desenvolvimento da Terra, mas só se dará plenamente após a purificação global do planeta. A sutilização da consciência humana é premissa para isso. Referência para leitura: O RESSURGIMENTO DE FÁTIMA (Lis), O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA e A VOZ DE AMHAJ, do mesmo autor, Editora Pensamento.

DIMENSÃO

Desdobramento de um nível de consciência. As várias dimensões de um mesmo nível compõem mundos de existência paralela, cada qual com suas leis e sua evolução. As diferentes freqüências vibratórias de cada nível de consciência determinam subníveis com diferentes densidades (por exemplo: sólidos, líquidos, gases e éteres, no nível físico); já as dimensões são dinamizações energéticas. Estas podem ser representadas por círculos concêntricos, e os níveis por segmentos horizontais de uma esfera: o universo manifestado.
Num mesmo nível, as dimensões têm maior potencial quanto mais próximas do centro; é nessa área central que se recolhem as correntes energéticas que devem ascender a patamares mais sutis. O ser humano pode atuar em mais de uma dimensão ao mesmo tempo, bem como trasladar-se de uma para outra. Todavia, o homem comum polariza-se em dimensões de menor potencial e, com isso, sua faixa de ação é restrita. A consciência pode expandir-se em duas direções: 1» — englobar novas dimensões de um mesmo nível de existência, o que lhe traz o reconhecimento de outras leis e padrões vibratórios daquele nível; 2* — atingir um nível mais elevado, o que significa mudança de polarização (por exemplo, do nível mental para o intuitivo). Tenha-se presente, porém, que esses movimentos são interdependentes. A entrada em diferentes dimensões do mesmo nível ocorre com grande freqüência, às vezes sem que o indivíduo o perceba, e isso se relaciona basicamente com a atitude do seu eu consciente. Já a mudança de polarização, para ser estável, demanda trabalho mais prolongado e diz respeito ao desenvolvimento dos núcleos internos do ser.

Há na Terra certos lugares de atividade espiritual genuína que, apesar de estarem no plano físico, exprimem vibração elevada, bem distinta da do restante do planeta. Esses lugares estão sob a regência de aspectos superiores de leis evolutivas. Polarizam-se em dimensões sutis do plano físico, dimensões de maior potencial energético, e assim podem estar sintonizados com níveis de existência mais profundos. No entanto, nem todos os que chegam nesses lugares constatam isso, pois essa vivência depende da sintonia em que o indivíduo se encontra. Há também obras de arte nas quais dimensões do plano físico desconhecidas da humanidade em geral estão retratadas com grande beleza. Pode-se citar como exemplo os quadros de Nicholas Roerích (Rússia, 1874 — índia, 1947); a elevação interna que advém da contemplação dessas pinturas é notável. Quanto menos identificado o indivíduo está com as dimensões que conhece, mais facilmente as transcende. Uma simples decisão, atitude ou reação é o suficiente para fazer sua consciência mudar de dimensão. As realidades de outras dimensões e de outros níveis não estão distantes do ser humano; ao contrário, estão dentro dele, são parte de sua vida, pois tudo o que existe é consciência.
Como tantos outros termos, a palavra dimensão tem diferentes acepções. Há casos em que é utilizada com o mesmo significado de nível de consciência — por isso é importante verificar o contexto no qual está inserida. Há textos em que a quarta dimensão é apresentada como a morada do eu superior, ou seja, equivale ao nível imediatamente acima dos do mundo tridimensional (os três níveis da personalidade: o físico-etérico, o emocional e o mental). Referência para leitura: HISTÓRIA ESCRITA NOS ESPELHOS (Princípios de comunicação cósmica) e CONTATOS COM UM MONASTÉRIO INTRATERRENO, de Trigueirinho, Editora Pensamento.

DIVINO

O nível divino é o estrato mais elevado do universo físico cósmico. A qualidade divina, inerente a planos de existência sublimes, fronteiriços à esfera imaterial, é o que os alenta, permeia as mônadas e revela-se intrínseco aos regentes monádicos. A medida que a consciência humana alcança esferas mais abstratas, recebe os necessários fundamentos para compreender que essa qualidade divina está também presente em tudo o que é manifestado. Na verdade, há um mundo de energias a ser descoberto e penetrado pelo homem; para nele ingressar, precisa cultivar as virtudes que em si existem em embrião, desidentificar-se do mundo externo a ponto de poder encontrar no próprio interior os portais desse outro mundo e, ao mesmo tempo, estar unido ao âmago do que o circunda. Cada indivíduo tem a chave dessa realização. Os grandes seres que estiveram na Terra abriram caminhos para a humanidade unir-se mais plenamente á vida divina — o que exige amor puro e sem limites. Reafirmar a divindade em si mesmo implica distanciamento de tendências retrógradas, egoístas. Para isso não deve o indivíduo, com as próprias forças, tentar destruir o ego, mas tão-somente esquecer-se de si e das coisas criadas, e unir-se ao que o transcende” (vide AUTO-ESQUECIMENTO, EGO e UM). Referência para leitura: O VISITANTE (O Caminho para Anu Tea), do mesmo autor, Editora Pensamento.

DOR

De modo geral, a dor advém da sensibilidade aos estímulos do mundo formal e é mais pungente quando o ser está identificado com os corpos materiais. Ao desidentificar-se desses corpos, contudo, percebe a dor sem a conotação que possuía, e pode então compreendê-la como parte da matéria e inerente ao carma planetário. Atingida essa clareza, embora os seus corpos possam sofrer, a consciência, ciente de sua realidade imortal, permanecerá intocada. Isso traz ao homem novo relacionamento com acontecimentos antes encarados como adversos, o que é positivo tanto no âmbito moral quanto no sutil; traz-lhe também maior capacidade de servir, sobretudo nestes tempos de purificação intensa. Adquirida essa espécie de domínio sobre si mesmo, ele transcende o sentido negativo da dor e pode receber dela ensinamentos. Os seres humanos costumam prolongar a dor por estarem apegados ao mundo externo e por não se entregarem ao movimento da própria essência. Tudo seria diferente se compreendessem que a dor tem funções espirituais, morais e físicas e que por meio dela se evita a sua total submissão às forças da matéria. Ademais, dor e êxtase são aspectos extremos de uma única realidade, são instrumentos para a lei criadora desvelar-se a quem, imparcial diante deles, se deixa tocar por seu infinito amor. Ao unir-se com núcleos de consciência profundos, o indivíduo constatará que aquele que sofre não é ele, mas a parte do seu ser resistente à transformação. Referência para leitura: A MORTE SEM MEDO E SEM CULPA, CAMINHOS PARA A CURA INTERIOR e HORA DE CURAR (A Existência Oculta), do mesmo aütor, Editora Pensamento.

DOUTRINA

Conjunto de princípios no qual se firma determinado sistema de pensamento, seja religioso, político ou filosófico. Esse tipo de elaboração, organização e estruturação de conceitos e idéias, muitas vezes dogmático, teve função na fase em que a humanidade carecia de desenvolvimento mental e não tinha condições de contatar o mundo intuitivo; necessitava então de princípios apresentados com certa ordem e sis-tematização a fim de ter parâmetros estáveis para seu comportamento e conduta. Nos níveis concretos o conhecimento interno é geralmente velado, para não cair em mãos escusas e para resguardar os incautos de contatar energias com as quais ainda não estão preparados para interagir. Todavia, as doutrinas que no passado eram reflexos do verdadeiro ensinamento, deixavam sempre aberta ao homem a possibilidade de trespassar os véus que encobriam a essência que as inspirara. A vida nunca se repete, e essas manifestações externas do ensinamento, mesmo genuínas, precisam ser permanentemente atualizadas para se ajustarem às expansões da consciência dos seres. Depois que uma parte do ensinamento é aceita pelo público, pode tomar-se obstáculo para a aceitação do que viria aprofundá-lá e ampliá-la. Como é dado em graus, à humanidade é revelada a parcela que, em certa época ou etapa, lhe pode ser transmitida. Por isso é normal que um instrutor desencarne ao terminar sua tarefa de expressar a parte da verdade a seu cargo; volta aos planos internos antes que a humanidade necessite de ampliações de consciência que só serão estimuladas por nova energia, trazida por novo instrutor. As características do ensinamento dependem da fonte interna de onde ele emana, dos canais que o manifestam e do ciclo planetário em que se apresenta. Todavia, a essência de todas as suas autênticas expressões é única e conduz a consciência pelo caminho evolutivo. A verdade está no interior de todos, mas não é passível de ser possuída. Posturas não fundamentadas no conhecimento direto da realidade podem resultar em discussões mentais e em dispersão da energia destinada a elevar o ser. Isso é evitado pela impassibilidade, pois, quando se permanece neutro perante uma informação, recebendo-a sem aceitá-la ou refutá-la a priori, emerge do próprio interior a compreensão para aquele momento ou situação específica. Forte obstáculo à intuição é o indivíduo adotar uma ideologia ou doutrina. Fórmulas já prontas, embora importantes para alguns em determinadas fases de sua evolução, precisarão ser transcendidas. Em certos casos pode-se usufruir o que apresentam de válido, sem porém fixá-lo na mente. É na consciência de um ser flexível e receptivo ao inusitado, ao transcendente, que são depositadas as sementes de etapas futuras da humanidade, do planeta e do universo. O ensinamento sempre esteve disponível, mas sobretudo nestes tempos muitas são as ajudas para o homem terrestre libertar-se das ilusões. O que ele precisa saber é algo genuíno, único, adequado para o presente, e isto só pode receber do mundo interior, como conhecimento de primeira mão. Mesmo uma doutrina que o estimule a buscar a realidade interna terá de ser no devido momento colocada de lado para não constituir impedimento ao que deve vir de dentro de si. Referência para leitura: PASSOS ATUAIS e A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), do mesmo autor, Editora Pensamento.

E

ELEMENTAIS

— Forças da substância-vida dos planos de existência do universo; são ativadas por uma consciência de poder criativo quando têm uma tarefa a realizar. Adquirem então a forma de seres e trabalham em íntima colaboração com o reino dévico . Esses seres elementais são gerados dos elementos da Natureza: a terra, a água, o fogo, o ar e o éter , mas quanto mais próximos dos mundos abstratos, de modo mais límpido refletem o que lhes é imanente. Podem ser citados como exemplo de seres elementais os gnomos (elementais da terra), as sílfides (elementais do ar), as salamandras (elementais do fogo), entre outros, que desempenham papéis específicos no equilíbrio da vida da matéria em si. Em geral esses entes são desfeitos ao concluírem sua tarefa, mas alguns subsistem até que, por não estarem vivificados pelo impulso que os criou, se “dissolvam” em sua substância de origem. Há seres elementais constituídos artificialmente pelo homem (encarnado ou não), ou por outras entidades autoconscientes, por meio da força do pensamento ou do desejo. Chegam a atuar no plano físico-etérico, às vezes interferindo positiva ou negativamente no trabalho dos devas. Essas criações do psiquismo humano serão dissolvidas pela lei da purificação e, no próximo ciclo planetário, os membros desta humanidade, por estarem em contato com a própria mônada, poderão colaborar de modo mais efetivo com o Plano Evolutivo. A maior parte dos seres elementais com que o homem terrestre se relacionou até hoje foram os da terra e os da água. Estes respondem a estímulos do plano astral, ao passo que os do ar e os do fogo têm maior sintonia com a energia elétrica mental. Como os seres elementais são corporifi-cações da substância dos mundos das formas, estão sujeitos a impulsos involutivos, devido às forças caóticas profundamente infiltradas nos planos materiais na presente fase da Terra. Sua participação em trabalhos de magia engendrados pelo homem evidencia esse fato A elevação da consciência humana dissipará as ilusões que em grande parte têm caracterizado o seu contato com os elementais. Assim, o relacionamento com esses seres, ainda misteriosos para a maioria, advirá do conhecimento espiritual e perderá a conotação fantasiosa e em certos casos utili-tarista que lhe foi atribuída. As leis que ordenam as combinações de átomos e moléculas são reflexos das que regem as inter-relações das forças elementais. Uma das implicações negativas das experiências com a energia atômica empreendidas pela ciência moderna é o desequilíbrio do reino elemental, base da manifestação deste universo planetário. Todavia, em geral os que insistem nessas ações destruidoras consideram a vida dinâmica e pulsante do reino elemental produto da imaginação. O contato consciente da humanidade futura com os elementais deve dar-se por intermédio do reino dévico, e não diretamente. Invocações às forças e seres elementais desatualizaram-se, pois a consciência humana já é capaz de voltar-se para mundos incorpó-reos e não deve deixar-se levar por impulsos à densificação. Referência para leitura: O RESSURGIMENTO DE FÁTIMA (Lis) e O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ELEMENTOS

Princípios vitais da substância dos planos de consciência; determinam a dinâmica de sua expressão, bem como suas qualidades. São mais conhecidos na escala vibratória densa que compõe o mundo concreto, mas, como as notas musicais, vibram também em escalas superiores. O elemento básico de um plano cósmico — elemento que o caracteriza — reflete-se sobretudo no seu primeiro estrato, o mais sutil, e no último, o mais denso. Segundo a lei da analogia, temos o seguinte quadro:

niveis1

Quanto mais sutil o nível de consciência, mais elevada é a vibração dos elementos nele existentes. Ademais, o que é válido em um universo solar pode não ser em outro. O universo físico cósmico deste sistema solar é qualificado fundamentalmente pelo elemento terra (em um estado inconcebível para a mente humana atual), embora cada um dos seus subníveis manifeste as características de um elemento específico. O fato de o subnível monádico ter a vibração do elemento água faz com que as mônadas estejam em especial sintonia com o plano astral cósmico, que tem esse elemento como nota básica (vide MÔNADA). Na realidade, os quatro elementos são diferenciações de um único, o éter. Nesse conhecimento fundamenta-se a Alquimia.

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O elemento terra tanto pode restringir a consciência do homem à matéria, com suas emanações mais densas, como prover a substância com a qual plasme sua obra evolutiva e divina. Já o elemento água exprime maleabilidade e adaptabilidade; sua energia, corretamente compreendida e conduzida, torna-se fator de equilíbrio, em decorrência de sua capacidade de transmitir vibrações curativas . Também por meio dele chegam à vida concreta impulsos para que os seres humanos realizem em si mesmos certas purificações. O elemento fogo caracteriza a atual Raça humana de superfície . Atuando sobre a matéria, libera a luz encerrada na forma. É o elemento da redenção, símbolo de uma energia transformadora potente. O fogo está presente nas transformações que hoje ocorrem no planeta, e não há quem não tenha sido por ele tocado. Enquanto para alguns é fator de conflito, pois remove cristalizações, para os que empreendem a senda espiritual revela-se uma bênção. O elemento ar estimula a abertura ao imaterial e tem grau vibratório próximo ao do éter — por isso é um importante vórtice que conduz a vida formal a estados sutis . Atualmente, nem todas as nuanças desse elemento desvelam-se à humanidade, pois é a Raça vindoura, a Sexta, que será regida por ele. Por qualificar o plano intuitivo do universo físico cósmico, plano em que a essência causal dos seres humanos estará desperta após a purificação planetária global, novos aspectos desse elemento se farão perceptíveis ao homem. A possibilidade de no elemento ar a energia de Primeiro Raio, vontade-poder, ancorar ainda é pouco conhecida, porém, é grande o seu potencial para deslocar energias e estruturas, mesmo no mundo físico concreto. O que se mostra nos furacões e em outros fenômenos naturais será intensificado com o início da sexta sub-Raça da Quinta Raça desta humanidade.
As energias dos elementos vão sendo sintetizadas no homem com o decorrer do processo iniciático . Não é recomendável buscar o controle sobre os elementos, pois ele emerge espontaneamente, à medida que o ser desperta em níveis de consciência mais elevados. Referência para leitura: SEGREDOS DESVELADOS (Iberah e Anu Tea), O MISTÉRIO DA CRUZ NA ATUAL TRANSIÇÃO PLANETÁRIA e NOVOS ORÁCULOS, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ENCARNAÇÃO

Polarização e expressão do ser no mundo formal por meio de corpos materiais durante um período determinado . O método de encarnação mais usado na Terra até hoje foi o do nascimento, que sempre resultou em muitas limitações. Porém, transformações estão ocorrendo e, no ciclo vindouro, as mônadas que devam encarnar e estejam regidas pela lei do nascimento plasmarão o molde dos seus corpos materiais no nível etérico . Esses corpos serão construídos no âmbito energético do plexo cósmico do ser que no plano externo cumpre o papel de mãe . OS pais proverão o campo polar, positivo-negativo, para a geração dos corpos do ser encarnante. Nesse processo já não haverá hereditariedade: trata-se, mais propriamente, de uma materialização, e muito difere da formação de corpos segundo as leis naturais ora em vigor. Hoje, essa formação ainda transcorre sob a ação do fogo fricativo e é, portanto, regida pela lei do carma material , mas na Terra futura — que não está distante — terá como fundamento a ação do fogo elétrico . Simbolicamente, pode-se dizer que será um nascimento na luz, impulsionado pelos níveis internos do ser. Haverá, também, seres libertos que virão à encarnação sem necessitar passar pelo nascimento, pois, pela transmutação, receberão corpos já formados por outra mônada.
Dentro da lei do carma material, as encarnações assumem diferentes graus de importância e função. As do ser humano comum visam suprir a necessidade que sua alma tem de viver no mundo denso. As do ser humano de evolução média permitem vivências específicas para levá-lo a reconhecer a meta da sua existência e a aprender a colaborar na sua realização. Ele tem também encarnações que se podem chamar “de repouso”, nas quais sua consciência interior pouco atua, deixando a personalidade recompor-se de esforços efetuados no passado. Já o homem evoluído vem ao mundo físico com a finalidade específica de realizar alguma tarefa da Hierarquia, e não por motivos pessoais ; sua energia interior pode fluir com maior liberdade e colaborar com a necessária cura do planeta. Finalmente, há os que vêm para atuar como veículos de alguma grande energia, consciência ou entidade. É conhecido o exemplo da energia cósmica de amor-sabedoria, que encontrou em seres como Krishna, Gautama e Jesus canais adequados para sua manifestação. Casos semelhantes, porém de menor amplitude, aconteceram no decorrer da história das civilizações e são apresentados pelas diversas correntes filosóficas como expoentes da espiritualidade. Com o ingresso da vida planetária no âmbito de leis mais amplas que as atuais  e tendo o ser humano transcendido o livre-arbítrio, a roda das encarnações se converterá em espiral ascendente, pela qual o espírito diviniza a matéria e a matéria integra-se no espírito Referência para leitura: HORA DE CRESCER INTERIORMENTE (O mito de Hércules hoje) A MORTE SEM MEDO E SEM CULPA, SINAIS DE CONTATO e NOVOS ORÁCULOS, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ENERGIA

Energia é vida inteligente. Quando um universo vem à manifestação, do Logos Criador emanam três veios fundamentais denominados Logos Maiores ou Aspectos Divinos. Esses três Logos não são, em si, os fogos, nem os Raios, nem as demais energias, mas sua fonte. DO Primeiro Logos emana o impulso-vida do universo. É força propulsora, motriz do ciclo de manifestação que se inicia. Desse impulso deriva o que conhecemos como energia Ono-Zone e seus vários desdobramentos, DO Segundo Logos emana o impulso-coesão força aglutmante que reúne as partículas de vida e as conduz pela trajetória evolutiva Desse impulso deriva o que conhecemos como Raios. Do Terceiro Logos emana o impulso à atividade, ao movimento. Desse impulso deriva a matriz do universo, os elementos que o compõem e o que conhecemos como fogos.

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Os três Logos Maiores são, ao mesmo tempo, o Três e o Um; desse mistério decorre que cada impulso deles emanado contém os atributos dos demais:

Expressão do Primeiro Logos Maior: energia2

Expressão do Segundo Logos Maior:

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Expressão do Terceiro Logos Maior:

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As expressões de uma energia correspondem ao estado de consciência de quem as contata e à vibração do meio no qual elas se manifestam. As energias são, em si, neutras e impessoais. Serão percebidas de maneira diferente pelo homem comum, por um Iniciado ou por um Logos, devido aos seus diferentes pontos evolutivos.

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Portanto, da Fonte primeva origina-se a energia única, e esta se subdivide à medida que se exterioriza e se reflete em planos e dimensões, dos mais sutis aos mais densos. Ao traspas-sá-los, impregna-os com a qualidade da sua essência. Referência para leitura: MIZ TLI TLAN — Um Mundo que Desperta, CONFINS DO UNIVERSO (Novas revelações sobre ciência oculta), CONTATOS COM UM MONASTÉRIO INTRATERRENO e OS OCEANOS TÊM OUVIDOS, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ENFERMIDADE

Os corpos externos do ser humano alimentam-se das energias do nível de consciência do qual são parte, processam-nas, incorporam o que lhes serve e eliminam o que não lhes convém. Portanto, esse metabolismo, bem conhecido no nível físico concreto, existe também no nível etérico, no astral e no mental, ou seja, no âmbito da vitalidade, no dos sentimentos e emoções, e no dos pensamentos. A enfermidade é um processo que induz o corpo a um descompasso em relação ao padrão arquetípico que lhe corresponde, descompasso mantido por mais de um ciclo metabólico. Se existir em potencial, mesmo que não tenha assumido características crônicas ou agudas, poderá vir à tona numa fase posterior. Por isso, a cura, para ser efetiva, considera a globalidade do ser. Muitas vezes, ao dissiparem-se núcleos sutis de conflito, a harmonia reflete-se no corpo físico. Desde que as forças involutivas, nos primórdios, se introduziram na matéria do planeta, do ponto de vista psíquico este corpo celeste passou a ser doente. A enfermidade tomou-se parte intrínseca da sua substância, pois essas forças afastaram-no do arquétipo que estava destinado a expressar. O reino humano foi o que mais se entregou a essas forças, devido ao uso inadequado do livre-arbítrio e do desejo. Todavia, à medida que o planeta for atingindo um grau de sutilização compatível com a irradiação do elemento-luz do interior dos seus átomos, padrões de harmonia passarão a reger sua vida. Há casos em que o próprio expurgo de vibrações que devem abandonar as células a fim de um novo equilíbrio instalar-se apresenta sintomas de enfermidade; mas, na realidade, é um processo purificador. Tenha-se presente que a causa primeira das enfermidades em nível humano é o autocentramento, cultivado enquanto o ego não é absorvido e transformado pela energia anímica. Quando a cura interior se efetua, o desaparecimento das enfermidades físicas ou psíquicas é facilitado. Referência para leitura: CAMINHOS PARA A CURA INTERIOR, AURORA — Essência Cósmica Curadora, HORA DE CURAR (A Existência Oculta) e A FORMAÇÃO DE CURADORES, do mesmo autor, Editora Pensamento.

ESOTÉRICO

O conhecimento tem aspectos exotéricos, que são transmitidos generalizada e publicamente, e aspectos esotéricos, que permanecem restritos a menor número de indivíduos, os que se habilitam a contatá-los. Jesus, por exemplo, falava acerca de certos temas às multidões, mas de outros apenas a círculos pequenos; ainda assim, usava parábolas, para que cada um o interpretasse segundo suas possibilidades. A medida que o ser evolui, vai adquirindo a capacidade de contatar realidades mais elevadas. Um dos fatores que lhe faculta o conhecimento esotérico é a vivência da lei do silêncio, sem a qual poderia aplicar mal o que lhe fosse revelado. Impulsos esotéricos gradualmente tomam-se-lhe acessíveis quando tem necessidade genuína deles. E a necessidade que os atrai à manifestação, para crescimento da consciência externa. Daí se compreende que revelações espirituais decorrem da abertura e da busca do ser humano. De certo modo, para o eu profundo, que comunga da onisciência da vida, nada é esotérico. É para o eu externo que existem aspectos esotéricos e exotéricos, até que ele se una ao eu profundo e se funda na sabedoria. Referência para leitura: SEGREDOS DESVELADOS (Iberah e Anu Tea), A CRIAÇÃO (Nos Caminhos da Energia), A FORMAÇÃO DE CURADORES, NOVOS ORÁCULOS e CONFINS DO UNIVERSO (Novas revelações sobre ciência oculta), do mesmo autor, Editora Pensamento.

EU CONSCIENTE

Parcela do ser humano que guarda o sentido de autoconsciência. A princípio, restringe-se ao ego; porém, vai-se ampliando à medida que o indivíduo evolui. No começo destacada da totalidade, passa da identificação com o corpo físico e seus instintos ao desenvolvimento dos sentimentos e do raciocínio, até verse absorvida na universalidade, característica da alma. Em fases mais avançadas, abarca o nível monádico e outros mais além. O eu consciente constitui o conjunto de energias que atuam de maneira direta na vida manifestada pelo ser humano. Amplia-se gradualmente dentro de faixas vibratórias específicas; porém, quando é preciso romper os limites dessas faixas, ocorre o que se denomina Iniciações. A expansão do eu consciente pode ser representada como uma série de evoluções sucessivas e cada vez mais abrangentes:
euconscienteTenha-se presente que essa expansão, que se dá em um nível, reflete o que sucede em outros, mais elevados; a ilustração mostra, portanto, apenas parte de um processo. Reestruturado a cada encarnaçâo, o eu consciente molda-se à síntese da experiência vivida pelo ser. É um verdadeiro universo, onde uma infinidade de entes têm o seu campo de desenvolvimento. Esses entes cumprem ciclos de evolução, às vezes desfazendo-se em seguida, às vezes fundindo-se em outros, às vezes transferindo-se a níveis de existência superiores. Na humanidade atual, a vida subconsciente dos níveis materiais procura predominar e exprimir-se por intermédio do eu consciente — e quase sempre o faz. O trabalho da energia é levar luz ao mundo concreto e resgatar dali o que pode ser resgatado para níveis mais sutis; é um trabalho na vida da matéria. Na humanidade futura outra será a situação, não só pela presença do novo código genético, mas principalmente pela purificação de todo o campo psíquico planetário . O eu consciente é um vórtice no infinito oceano de consciência universal. É criado pelo movimento das forças monádicas nesse oceano, e nele se dissolverá. Referência para leitura: O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA e NOVOS ORÁCULOS, do mesmo autor, Editora Pensamento.

EU SUPERIOR

Termo genérico, aplicável a diferentes núcleos internos do ser, dependendo do seu grau evolutivo. Todavia, normalmente refere-se à alma. Nessa acepção, o eu superior exprime consciência de grupo, universalidade, amor incondicional, vontade espiritual e atividade inteligente. Situa-se em níveis que transcendem a mente concreta e preexiste à vida sobre a Terra. Representa, para o indivíduo encarnado, a verdade, a razão da sua existência e sua fonte de cura. E o elo entre os níveis cósmicos e os níveis terrestres do ser humano. Recebe a energia da mônada e a transmite aos corpos mais densos, até que estes sejam reunidos e sintetizados em um núcleo coeso, a personalidade integrada. É na busca do eu superior (ou alma) pelo eu consciente que a energia da fraternidade permeia a vida externa do indivíduo; é na contemplação do espírito pela alma que a energia da essência solar permeia a humanidade e a transmuta; é na integração do espírito (ou mônada) no regente monádico que a energia cósmica permeia o planeta e o prepara para etapas futuras da evolução. O eu superior é o portal para essas energias se expressarem no mundo, o corpo de luz é o núcleo de desenvolvimento delas, e o espírito, sua fonte irradiadora. Nos últimos dois milênios, houve especial estimulação nos planos internos do planeta para o despertar e o amadurecimento do eu superior nos indivíduos. Referência para leitura: NOSSA VIDA NOS SONHOS, PASSOS ATUAIS e O NASCIMENTO DA HUMANIDADE FUTURA, do mesmo autor, Editora Pensamento.