A depressão vinda da falta de espiritualidade

As características mais comuns da depressão são: a baixa energia, o sentimento de incapacidade, a tristeza e vazio existencial.

São sensações que a pessoa não controla. Aí está o centro do problema: algo mais forte do que ela a domina.

A grande questão é: porque está aumentando tanto a quantidade de pessoas com depressão?

Existem vários motivos. Um dos principais motivos é o nível de stress e ansiedade ter aumentado muito nos últimos 60 anos.

Estudos mostram que as crianças atualmente tem muito mais ansiedade do que as crianças da década de 1950.

Crianças com mais ansiedade significa adultos com mais doenças mentais.

A dor profunda

Não importa a origem da depressão, ela representa uma vida com muita dor e muito sofrimento.

Em outras palavras: é uma situação que muda as prioridades das pessoas. Ou seja, as pessoas ficam abertas para questionarem a vida baseada no materialismo e no individualismo.

Materialismo e individualismo são duas das principais barreiras para o desenvolvimento da espiritualidade (preste atenção nesta frase).

Jesus disse: “Porque onde estiver vosso tesouro, ali estará também vosso coração”. Lucas 12:34

O materialismo está tomando conta da sociedade. Gerando falsas necessidades e muito stress.

Pessoas que décadas atrás viviam bem com cinco calças, hoje ficam insatisfeitas com dez calças.

Querem mais. Sempre mais. Os desejos não tem fim. O que tem fim é a paz interior. Estas pessoas se entregam aos desejos e vivem com mais stress e irritação.

Chegou a hora da PRIVAÇÃO VOLUNTÁRIA. Ter menos e NÃO ter.

A simplicidade está sendo deixada de lado. No lugar da simplicidade fica a complicação. Complicação gera stress.

Simplicidade significa paz interior. Significa menos trabalho inútil.

A verdade: as pessoas estão se esforçando muito para conseguir o que faz mal para a mente e para a alma.

O materialismo e o consumismo são drogas que viciam. As drogas mais praticadas na sociedade.

Desejos não tem fim. O que tem fim é a paz interior. Pratique a privação voluntária.

O tempo gasto com o materialismo está afastando as pessoas umas das outras. O amor, o companheirismo, a presença amiga, está se tornando mais difícil.

As pessoas estão sem tempo, porque o tempo não é organizado para gerar a proximidade, o companheirismo, a atividade em comum.

O espaço da intimidade entre as pessoas está diminuindo.

Nada gera mais prazer do que a convivência fraterna, a presença amiga e descompromissada, a troca de gentilezas, a segurança de construir juntos algo em comum.

(Por favor, releia a frase acima.)

Até alguns anos atrás os familiares se ajudavam para organizar uma festa de aniversário. Uma festa simples e repleta de amor.

Hoje, tudo é comprado. Em nome de “facilidades”, tudo fica vai ficando caro e distante.

E o vínculo entre os familiares vai diminuindo. Cada um no seu mundinho. Uma festa simples, organizada em conjunto, pode acontecer sempre.

Festas chiques/caras, cheias de complicações, organizadas isoladamente, ficam difíceis. As pessoas desistem.

Sinal dos tempos: hoje as crianças tem muito menos festas de aniversário do que há quarenta anos atrás.

Primeiro surgem as falsas necessidades, depois fica caro, depois fica complicado, depois vem a desistência.

Esta é a vida baseada no materialismo e no isolamento. Cara, complicada e cheia de desistência.

As pessoas se afastam. As famílias convivem muito menos. Compartilham menos, tem menos atividades conjuntas, realizam menos projetos em comum.

Todos sofrem. Todos tem mais stress e mais ansiedade. Todos tem menos prazer.

O prazer que é comprado (comida, passeios, viagem) é muito menos importante que o prazer que não é comprado (compartilhar, fazer junto, estar junto, viver o amor, a renúncia, a intimidade, a troca, etc).

Alguns desenvolverão doenças psicossomáticas. Outros desenvolverão irritabilidade, etc. Outros desenvolverão depressão.

Depressão, esta dor profunda. A dor da perda, a dor da falta de sentido, a dor da falta de energia.

 

O que fazer?

Mire-se neste exemplo:

“À frente de todos os percalços, não te prendas às teias da perturbação e da sombra. Siga confiante, pratique o bem e confie nos desígnios de Deus.” [Emmanuel]

Falta complementar:

Tenha uma vida mais simples cujo o centro seja a autoprivação, o construir em conjunto, a proximidade amorosa, a liberdade frente as pressões sociais, a mente neutra.

Busque pessoas que queiram viver coletivamente. Chega de isolamento!

Por mais intimidade; a intimidade é a porta aberta para o amor. Por mais proximidade, por menos eu e mais nós.

Por mais intimidade; a intimidade é a porta aberta para o amor.

Uma analogia

Uma vez estava na Bahia. Um amigo me disse: vou te mostrar uma coisa impressionante.

Saímos caminhando no meio da floresta. Árvores de mais de 20 metros de altura, pássaros, frutos, vida abundante. Veio o choque.

Entramos em uma área em que a floresta estava devastada. Nada de árvores, o solo pobre não produzia quase nada. Quase um deserto! Pobreza, miséria, desolação. As poucas árvores que sobraram estavam fracas, cresceram pouco e algumas estavam doentes.

O ser humano é como uma árvore desta floresta. Ela não cresce direito quando está isolada. Ela sofre, se esforça muito e tem poucos resultados.

Isolado, o ser humano se sente sem forças. Sente-se sem energia.

Na sociedade atual o stress aumenta, a ansiedade aumenta, a dificuldade com o sono aumenta, a dependência de medicamentos aumenta.

Dores no corpo fazem explodir o consumo de medicamento para dores.

O individualismo leva à falta de respeito, à falta de ética, a falta de compromisso.

O sujeito deprimido tem que entender que seu interior está devastado por um modelo de vida que o faz sofrer.

É preciso mudar. O sofrimento é um convite para a mudança. Mas, esta mudança tem que vir na direção correta.

Não basta fazer a reforma íntima e se tornar uma pessoa melhor. Terá que fazer junto, construir junto, criar junto. Proximidade, ação coletiva, intimidade. Criar espaço para que o amor se faça mais forte e mais consistente.

Falta amor em nossa sociedade. Mas não um amor qualquer. Um amor que envolva troca, intimidade e projetos comuns.

As pessoas procuram tanto o prazer porque LHES FALTA PRAZER. Porque o prazer que se compra logo acaba e deixa um vazio. O individualismo gera pouco prazer, pouca realização.

Está na hora de despertar a verdadeira espiritualidade. A espiritualidade que nasce da vida simples, repleta de autoprivação e de vivências coletivas.

Pratique o vamos juntos, construir juntos, realizar juntos. Todas estas escolhas farão com que as forças mais profundas do espírito venham à tona e transformem sua vida.

Saia desta vida de ansiedade e stress.

 

Por Regis Mesquita

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