O Poder da Convicção

conviccao

Primeiramente gostaria de me apresentar, pois creio que muitos vão pensar em…
… Quem é essa que lhes fala? O que ela tem de especial? O que ela sabe para escrever um artigo?

Pois bem, sou um ser humano comum, casada, mãe de dois filhos, autônoma, dona de casa, e com uma série de outras responsabilidades que não vêm ao caso. Sou simplesmente alguém normal, que vivenciou, estudou e presenciou uma série de acontecimentos que me fizeram enxergar a vida de outra maneira, com outra perspectiva, mas que ainda tem muito a aprender.

E porque resolvi escrever esse artigo?

Porque acredito que todas as pessoas podem e devem ser felizes, independente de qualquer situação, independente das circunstâncias em que vivem. Todas as pessoas têm direito à felicidade e é possível alcançá-la sim, só dependente de si mesmo. E meu desejo é que todos saibam disso e despertem para sua felicidade absoluta e passem esse conhecimento à diante.

Felicidade absoluta?

Todos nós buscamos a felicidade na vida, porém ela é muito diferente para cada pessoa. E refletindo a esse respeito, será que realmente existe a verdadeira felicidade que satisfaça completamente as pessoas? Há uma grande diferença entre estar e ser feliz. Essa diferença pode ser explicada por dois tipos de felicidade: a relativa e a absoluta. Meio confuso né? Mas vou explicar melhor…

Quando uma pessoa satisfaz seus desejos materiais, fortuna, fama e posição social, tal como ganhar bastante dinheiro, casar com a pessoa ideal, ter bons filhos, adquirir a casa própria ou ter boas roupas, comprar um carro novo, conquistam a felicidade relativa, uma ideia de “falsa felicidade”, embora não sejam grandes realizações, as pessoas pensam que alcançaram a felicidade. Desejos dessa natureza não têm limites, normalmente tendemos a querer sempre mais e mais. Mesmo que eles nos satisfaçam em um primeiro instante, na essência são efêmeros. Quando os desejos são comparados com os dos outros, eles perdem sentido e desaparecem num instante, principalmente, geram um profundo arrependimento a ponto de nos fazer questionar o motivo de tê-los almejado. Vemos então o quanto é importante não nos compararmos aos outros, e acreditar em nós mesmos para alcançarmos a real felicidade. Somos únicos. Se buscarmos apenas a felicidade relativa, jamais construiremos uma vida de autêntica felicidade.

Por outro lado, a felicidade absoluta representa a condição de vida de alguém cuja forte energia vital e rica sabedoria o faz superar quaisquer circunstâncias adversas, a enfrentar qualquer problema. A condição de criar uma fé inabalável. É um estado de ser no qual afirmamos que “o simples fato de estar vivo já é felicidade”. Ser feliz por absoluto é sentir plena satisfação em tudo o que se vê, o que se faz, e o que se ouve. É o propósito de nossas vidas.  É a felicidade que não se altera com o passar do tempo, é algo que flui no interior da vida sem ser influenciado pelas condições externas. É um estado de vida que atingimos que passa a ser eterno, assim como tudo que conquistamos. A felicidade absoluta é um caminho de vida no qual somos eternamente responsáveis por nossa vida, por tudo que nos acontece, apenas nós mesmos a controlamos.

E aonde entra o título do artigo nesse contexto todo? O Poder da convicção…

Um dos principais elementos da estratégia para atingirmos essa felicidade absoluta é ter convicção.

Nós ouvimos muito sobre o positivismo, sobre o grande segredo, entre milhares de teorias que pregam o otimismo e o poder do pensamento. Acredito que muitos acham tudo muito válido, lindo e milagroso. Mas dificilmente colocam esse precioso conhecimento em prática como deveriam.

A grande maioria, infelizmente, tende ao pessimismo.  Sempre pensando nos prós e contras de qualquer situação. E me manifesto dizendo que isso é válido e necessário, realmente devemos analisar todas as situações, mas não devemos enfatizar os contras. E devemos abolir as expressões como   “Mas e se….”, “Tudo dá sempre errado para mim…”, “Nem adianta porque tenho certeza que não vai dar certo!”. Quando pronunciamos frases como estas, já determinamos que algo possa dar errado.

Simples mudanças de conduta irão lhe proporcionar resultados maravilhosos, eu lhes garanto.
Uma amiga, de um coração imenso, me ensinou a mudar a expressão “Assim seja”, para “Assim é”. Fato que faz toda a diferença, pois deixamos de ter dúvidas, já determinamos que o fato é, e ponto final.

E no budismo, que é a base do meu conhecimento, aprendi que sou responsável por tudo o que acontece na minha vida e que nela e na fé, o que mais importa é a convicção.

“[…] Convicção é a certeza fundamentada numa base sólida. Ela nos dá ânimo e nos ajuda a concretizar aquilo que desejamos. É a certeza que empodera o ser humano a conquistar o inalcançável.

O convicto age porque sabe que vai vencer. É como o arqueiro que sempre está preparado para acertar o alvo. Independentemente das condições adversas, uma pessoa convicta cria o momento oportuno e se fortalece à medida que enfrenta as dificuldades.

Uma pessoa de convicção não perde o foco. Não se distrai nem se abala com as dificuldades. Para o convicto, obstáculos são a certeza de que vai conseguir. Ele age porque está convencido daquilo que é necessário para vencer.

Desejo não é convicção. Você pode querer fazer qualquer coisa na vida, mas, sem convicção, não conseguirá. Desejar é fácil, mas o que sustenta suas ações é a convicção.

Desejar sem saber se o caminho é o correto não basta, é preciso ter certeza. Convicção é trilhar a estrada certo de onde ela vai chegar.

O jornalista norte-americano Norman Cousins tinha interesse especial no poder da fé. A começar pela própria experiência de superação, documentou várias histórias que demonstravam o poder da crença no processo de cura. Ele escreveu: “Nada é tão extraordinário nos 100 bilhões de neurônios que a capacidade deles de converter pensamentos, esperanças, ideias e atitudes em substâncias químicas. Tudo começa, portanto, com a crença. O que acreditamos é a opção mais poderosa para tudo  […]” (Terceira Civilização, Edição 565, 05/09/2015, pág. 16))

Por isso aprendi a orar de forma diferente, não oro pedindo, mas oro de forma sincera determinando e agradecendo, por algo que ainda não aconteceu, mas tenho plena convicção que irá acontecer no tempo certo. Pois tendemos a ser impacientes e imediatistas, e nem sempre as coisas acontecem no momento em que queremos, mas sim no momento em que precisamos. E entender isso não é ser uma pessoa conformada, mas sim uma pessoa sábia. E conto um segredo a vocês, minhas orações não têm falhado.

Vocês podem orar para qualquer coisa que acreditam que contribuirá para sua felicidade e para a dos outros. Por exemplo, podem orar para se desenvolverem ou para tornarem-se um certo tipo de pessoa. Basicamente, podem orar por qualquer coisa que desejarem. No entanto, recomendo-lhes que jamais orem por coisas negativas. Se orarem por algo que prejudicará seu progresso, ou o de outras pessoas, somente causarão um efeito negativo em sua vida. Essa atitude vai contra o ritmo fundamental da vida. A chave para que nossas orações sejam respondidas é estar em ritmo com o Universo.

Aprendi também a visualizar as dificuldades e obstáculos que surgem em minha vida, através de outra perspectiva. A observar e entender o que devo aprender com o ocorrido, o que devo mudar em mim, como devo agir para que isso não volte a acontecer. Aprendi a extrair o remédio do veneno e enxergar as adversidades como agentes positivos para minha revolução humana, para a manifestação da minha felicidade absoluta.

Convido-os a tentar enxergar os acontecimentos de sua vida através de uma nova perspectiva, de forma otimista, e ter a convicção que seus objetivos serão alcançados e que independente das circunstâncias vocês serão absolutamente felizes.

Desejo de coração, que vocês vivenciem essa experiência e despertem para a verdadeira felicidade.

Gratidão!

Camila Betiol Perlini

 

Fonte:

Terceira Civilização, Edição 565, 05/09/2015, pág. 16))

www.bsgi.com.br

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